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Elefante, o maior site de agenda online do Brasil, integra a solução de backup de seus 17 servidores com o BRU
A política de backup do ambiente de produção do
Elefante (www.elefante.com.br) protege todos os dados do site. Atualmente, neste ambiente, utilizamos 13 servidores com as funções de web servers, e-mail servers, database servers e outras tarefas auxiliares. Todos estes servidores operam com Linux (Red Hat 6.1), num ambiente uniforme, o que simplifica a administração. Para administrar o backup destes dados para fita, escolhemos o BRU.
O volume médio de dados protegidos por esta política de backup gira, hoje, em torno de 28 Gigabytes (Gb). Estes dados são compactados previamente, usando
gzip, o que reduz o conteúdo a ser gravado em fita para algo em torno de 10 Gb.
Com uma unidade de fita DAT de 12 Gb (HP C1537A), o tempo de backup destes 10 Gb de dados é de três horas. A taxa de transferência atingida é de 879 KB/s. No fim do processo de backup, a fita é automaticamente rebobinada, e o conteúdo é verificado em busca de possíveis erros de gravação (mídia defeituosa, por exemplo). Este processo de verificação dura três horas.
Os dados que serão copiados estão centralizados no mesmo servidor onde a unidade de fita está conectada. Embora o sistema possa efetuar o backup lendo os dados diretamente dos diversos servidores, nós optamos por dedicar um dos servidores exclusivamente às tarefas de backup. Assim, podemos manter backups com freqüência alta diretamente on-site e, uma vez por dia, descarregar uma cópia para fita.
A opção por manter um servidor separado, exclusivamente para concentrar os backups, permite que algumas máquinas (como os servidores de banco de dados) possam repetir a operação mais de uma vez por dia, on-site. Diariamente, um dos conjuntos de backup é "congelado" e enviado para fita. As fitas são mantidas num regime de rodízio/retenção, da seguinte forma: uma fita por dia da semana; as fitas de domingo são retidas em regime mensal, e as do último domingo de cada mês, retidas em regime semestral.
Esta estratégia permite, também, uma recuperação rápida do último backup realizado, já que o mesmo reside em disco, on-site. Isto é altamente desejável no caso de recuperação de desastres (crash de uma unidade de disco, por exemplo). As fitas atendem a três finalidades principais: fazer a manutenção histórica dos dados do site; promover a manutenção de um backup off-site (já que as mesmas são guardadas em local físico distinto do ambiente de produção) e permitir que, semanalmente, um servidor interno, usado para testes de stress das aplicações em desenvolvimento, possa receber uma cópia dos dados de produção.
Anteriormente, este backup era feito usando o
TAR. No entanto, a opção pelo novo sistema foi facilitada pelos seguintes motivos:
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Maior segurança, já que o BRU permite efetuar automaticamente a verificação do backup ao final da cópia;
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Maior velocidade na geração da fita. O backup, agora, mesmo incluindo o tempo de verificação, é mais rápido que o tempo de gravação via
TAR;
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Maior facilidade para se restaurar um único arquivo da fita. O novo sistema mantém uma TOC (table of contents), que permite localizar e recuperar um arquivo com muita facilidade;
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Uma interface gráfica opcional, operando em ambiente X, que facilita o uso pelo pessoal de operação (não necessariamente experts em utilização de programas via linha de comando);
No entanto, a feature decisiva pela escolha deste novo sistema foi sua capacidade de fazer backup multivolume utilizando diversas unidades de fita. Vale lembrar que o volume de dados, já atinge quase a capacidade nominal de uma fita. Como o processo de backup é executado em modo não assistido (é ativado pelo
cron, e os servidores de produção não estão no mesmo prédio onde fica a operação), no momento em que o backup atingir a capacidade de um cartucho de fita teríamos duas alternativas: adquirir uma unidade de maior capacidade (como uma Exabyte) ou uma unidade de tape library. Ambas são caras, muito caras. Com a facilidade de multivolume/multiunidades, podemos usar duas unidades DAT convencionais, e instruir para que, mesmo esgotada a capacidade da unidade 1, ele automaticamente passe a utilizar um segundo volume na unidade 2. Como uma unidade de fita DAT convencional é muito mais em conta do que as demais alternativas, o BRU apresentou, para nós, uma relação custo/benefício altamente atrativa.
Ricardo A.G. Almeida, 43 anos, trabalha em Informática desde 1986; é um dos fundadores da Elefante Internet S/A (http://www.elefante.com.br), e atualmente ocupa a Diretoria de Tecnologia e Operações.
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